Surto de microcefalia cresce no Rio e em SP – ISTOÉ Independente

Há um ano o Ministério da Saúde emitia um alerta inimaginável até mesmo para os maiores infectologistas do País. Em uma portaria publicada no dia 11 de novembro de 2015, o Brasil decretava emergência em saúde pública por causa de um surto de microcefalia causado por um vírus recém-descoberto em território nacional. Desde então, 2.079 […]

Fonte: Surto de microcefalia cresce no Rio e em SP – ISTOÉ Independente

Era de se esperar. Depois do NE, a epidemia de zika tendo a se disseminar no restante do País, e com a chegada do verão o problema está só começando.

Às vésperas do verão, aumento de chikungunya e mortes causam preocupação – Notícias – Saúde

Fonte: Às vésperas do verão, aumento de chikungunya e mortes causam preocupação – Notícias – Saúde

E aqui vamos nós!! De novo!!

Casos de caxumba têm alta de 336% em SP

Nos primeiros nove meses do ano, 1.234 registros foram contabilizados na capital paulista

Fonte: Casos de caxumba têm alta de 336% em SP

Exemplo clássico de nova noticía velha. O melhor título seria: “caxumba: a saga continua…”

Estudo sugere que o HIV já circulava nos EUA antes do imaginado

img_6558

O paciente zero era um comissário de bordo que foi apontado pelos primeiros inquéritos epidemiológicos do CDC como o responsável pela disseminação do HIV nas comunidades gays de Nova York e São Francisco.

No filme “E A Vida Continua” (disponível no blog), que conta a história da descoberta da doença a partir de uma investigação epidemiológica do CDC, seu papel é representado pelo ator hollywoodiano Richard Gere.

Microbioma: a nova fronteira da pesquisa científica?

img_6557

Não nego o fascínio que este tema exerce em mim. Acho que, se essas pesquisas forem bem conduzidas, o potencial de descobertas relacionadas à esta área é enorme. Para quem compartilha de minha empolgação, boa leitura!

Chlorhexidine Linked to Colistin Resistance

image911

Klebsiella pneumoniae bacteria exposed to chlorhexidine disinfectants can develop resistance to colistin, a last-resort antibiotic.

Fonte: Chlorhexidine Linked to Colistin Resistance

Ai, ai, ai, ai!!! Só faltava essa! A chlorhexedina é amplamente usada tanto em banhos pré operatórios como para desinfecção e foi um grande avanço em relação ao povedine. Se estas informações se comprovarem as CCIH’s terão que rever seus protocolos.

STIs Jump in Men With HIV, or on PrEP | Medpage Today

Boston clinic sees ‘near astronomical’ rise in some syphilis and other diseases

Fonte: STIs Jump in Men With HIV, or on PrEP | Medpage Today

Faz todo sentido. O uso da PrEp (terapia “preventiva” para parceiros de portadores do HIV) inevitavelmente levaria a uma maior negligência do casal nas práticas de sexo seguro, especialmente o preservativo.

Agricultor pega raiva humana após quatro anos sem casos da doença no CE – Notícias – Saúde

Fonte: Agricultor pega raiva humana após quatro anos sem casos da doença no CE – Notícias – Saúde

Não custa lembrar, estamos atravessando um momento de preocupante falta de soro antirrábico.

G1 – Ribeirão Preto confirma morte de macaco por febre amarela no Centro – notícias em Ribeirão e Franca

Sagui morreu em julho na Praça Luís de Camões, segundo a Prefeitura.Risco de epidemia é baixo, mas vacinação é necessária, diz infectologista.

Fonte: G1 – Ribeirão Preto confirma morte de macaco por febre amarela no Centro – notícias em Ribeirão e Franca

Só para reforçar a importância do episódio: Apesar de se tratar de um caso em PNH (primata não humano), no caso um sagui, ele foi encontrado morto em uma área urbana, sugerindo que tanto pode ter se infectado lá, portanto com transmissão urbana de febre amarela, quanto pode ter se infectado em alguma mata próxima e levado o vírus para a área urbana, expondo os Aedes de lá a se infectar e posteriormente retransmitir o vírus para a população. Simples assim!!!

Não para por ai. Posts recentes relatam casos de PNH em áreas silvestre de São José do Rio Preto e Catanduva, não muito distante de Ribeirão Preto.

Termino o post transcrevendo o comentário do Dr. Rodrigo Angerami, editor da edição brasileira do Pro-Med mail, de onde essa notícia foi compartilhada…

Apesar de serem regiões com circulação/transmissão já conhecidas
no passado, distante e recente, as evidências esse ano vêm apontando para uma circulação, possivelmente, mais intensa e, eventualmente, com distribuição mais ampla. O ProMED-PORT vem reportando e alertando, em sucessivos posts (ver abaixo), sobre as implicações dessa maior circulação do vírus e a grande proximidade com áreas urbanas. Veja comentário anterior no post [ PRO/PORT> Febre amarela –
Brasil (10) (SP), primata não-humano, epizootia, suspeita Archive
Number: http://promedmail.org/post/20161015.4562637,
<http://www.promedmail.org/post/4562637> – Mod. RNA].

Difícil apontar, no entanto, quais os determinantes que estariam
levando a essa possível maior circulação do vírus. Vale resgatar
um comentário do saudoso moderador do ProMED-PORT o Professor Luis Jacintho (Mod. ljs) no post [PRO/POR> Febre amarela silvestre, atualização – Brasil (13) Archive Number:
http://promedmail.org/post/20090510.1740,
<http://www.promedmail.org/post/1029610> : “Já comentei antes, vou repetir: a febre amarela não “avança”, ele sempre esteve no sul,
apenas, por motivos não ainda bem conhecidos, sua transmissão se
intensifica de tempos em tempos – ljs”].

Dois pontos, um positivo e o outro negativo, devem ser ressaltados:
– a vigilância de epizootias aparentemente está sensível e
estruturada no estado de São Paulo, possibilitando detecção precoce
da circulação do vírus da febre amarela, mas…
– a morosidade para se obter (ou divulgar) o resultado confirmatório, no caso quase 3 meses após a suspeita de febre amarela no primata não-humano, pode inviabilizar a adoção de medidas necessárias em tempo oportuno.

As ações de imunização dos susceptíveis deverão ser (na
realidade, já deveriam ou poderiam ter sido) intensificadas. Nesse
cenário, deve ser lembrado não apenas a necessidade para
sensibilização do sistema de vigilância (suspeição,
notificação, investigação…) de casos suspeitos de febre amarela,
mas também para (a possível) ocorrência de casos de eventos
adversos pós-vacinais graves (sobretudo doença neurotrópica e
viscerotrópica) dentre (as prováveis) inúmeras pessoas
(incluindo-se aqueles que apresentam contraindicação para vacina)
que irão procurar (necessária ou desnecessariamente) pela
vacinação.

Vamos acompanhando…

– Mod. RNA