Did Caravaggio die of Staphylococcus aureus sepsis?

 

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Acesse aqui a pagina do Face do Lancet

Converging elements supporting this hypothesis also showed that this death is plausible in the context of Caravaggio’s life and resulted from sepsis secondary to superinfection of wounds after a fight in Naples, a few days before the onset of symptoms.

Dica retirada da pagina do Face de nosso amigo Rodrigo Angerami, do serviço de infectologia do HC UNICAMP.
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Pintura: “O Médico”

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Aproveitei a postagem de um colega de turma – Dr. Roberto Amaral – no grupo do Zap e trouxe para o blog de tão tocante que é.

Este quadro tem como título: The Doctor
O inglês Sir Samuel Luke Fields foi o artista responsável por um dos mais belos quadros que têm médicos como tema. A célebre obra retrata um médico pensativo observando uma criança gravemente doente:

” The Doctor”,1891; Samuel Luke Fildes (1844-1927), Óleo sobre tela, Galeria Tate (Londres)

Ao pintar a criança enferma Fields inspirou-se no drama que viveu com o falecimento do seu filho na noite de natal de 1877. O quadro foi uma homenagem do pintor ao médico prestativo que assistiu seu filho até a hora da morte. Para que a tela fosse mais real possível, Luke Fields reproduziu no seu ateliê a sala de sua casa, palco do óbito de seu herdeiro.

No quadro, nota-se o médico em primeiro plano, olhando para sua paciente enquanto pensa se, a despeito do grau da enfermidade, é possível encontrar uma terapêutica eficaz.Observa-se também uma jovem doente, pálida, fraca e adormecida.

No fundo vemos uma mãe aflita, preocupada e desesperançosa, sua cabeça baixa traduz o desespero de quem espera o pior. Também é notável a expressão do pai, que não pode conter sua preocupação com a doença de sua filha, mas procura manter a calma, a fim de confortar a mãe. Se levarmos em consideração a época em que a tela foi pintada, é possível supor que o quadro retrata uma vítima de alguma doença infecciosa incurável, comum na era pré-antibiótica.

 

O Doutor foi concluído em 1891, atendendo a um pedido da rainha Vitória, da Inglaterra. O trabalho que custou três mil libras esterlinas, foi intermediado por Sir Henry Tate, em cuja homenagem existe atualmente em Londres, na Galeria Tates, onde essa obra de arte encontra-se exposta.

O mapa interativo que mostra onde, quando e como surgiram centenas de doenças

Em 60 anos, quase triplicou o número de registros de novas patologias infecciosas. Entre as causas estão avanço de pesquisas médicas na área e urbanização

Fonte: O mapa interativo que mostra onde, quando e como surgiram centenas de doenças

Dica da Dra. Simone Noér da página da SIERJ.

Para refletir sobre ética médica nesses tempos bicudos.

Sem ética, não há medicina

O que seria a arte médica? Seria uma mera busca pela cura dos males que acometem o homem? Não, a medicina é muito mais do que isso. A medicina e o seu agente – o médico – demandam outras coisas que vão além desse olhar simplório e reducionista.

Para exercer a medicina, são necessários outros valores humanos e éticos. Sem eles, não há médico e, muito menos, medicina. A ética é vinculante para que a medicina aconteça. Nessa lógica, a busca pelo agir certo e a necessidade de ser virtuoso, frente ao outro, é imperativo. Esse outro, que se encontra adoentado, precisa ser respeitado em todas as suas dimensões. Esse outro, que espera do médico proteção, nunca poderá ser atacado na sua essência humana. É função inata do médico e da medicina garantir tudo isso. Ser protetor independente de quem esteja necessitando de proteção. Essa condição vem muito antes do diagnóstico e do tratamento. Se essa função não for alcançada, para o que serviriam os atos de diagnosticar e tratar?

O médico não deve, em hipótese alguma, colocar sua vertente ideológica e política diante de um paciente que padece. Isso é um absurdo! Infelizmente, a sociedade vem alimentando isso. Lembremos da pergunta que “viralizou” nas mídias sociais e na internet: “quem você salvaria primeiro? O policial ou o traficante?

A questão não é essa. Na verdade, nunca foi. Contudo, de forma decepcionante, essa tem sido a toada do momento. Se o médico, ao tratar alguém, usar isso como crivo de conduta e de postura, ele não deveria ser médico. Se essa lógica prevalecesse, estaríamos presos ao bizarro. Imaginem vocês que fossem criadas emergências médicas para atender “comunistas” e “direitistas”. E que cada uma não atendesse aqueles pacientes de outra ideologia que chegassem e necessitassem de acolhimento. Imaginem, ainda, que algum médico de ideologia “X” recebesse um paciente importante da ideologia “Y”. Por ser de ideologia oposta a dele, o médico não acolhe de forma adequada esse paciente e acaba por vazar, publicamente, exames dele além de, por meio das mídias sociais, desdenhar e desejar o pior para ele.

Seria isso a medicina? Não, meus caros leitores, a medicina nunca foi, é e nunca será isso. Na verdade, estamos diante de um “fake” pouco ético e equivocado. O médico e a medicina não enxergam pela lente política e ideológica. Eles, simplesmente, enxergam pelos olhos da bondade, do humanismo e, sobretudo, da ética.

Régis Eric Maia Barros
Médico Psiquiatra

PS: Fico pensando o que nossos dois personagens das fotos acima (Hipócrates e Sir Willian Osler) diriam das atitudes recentes de alguns de nossos doutores.

 

Dica de livro: Todo Paciente Tem Uma História Para Contar

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Famosa por ser consultora médica da série “House” a Dr. Lisa Sanders, jornalista que se formou em medicina em uma das mais prestigiosas faculdades americana, aborda neste livro de como a formação do médico moderno  relevou para o segundo plano as habilidades necessárias para se tirar uma boa história clínica e se realizar um bom exame físico

Com uma linguagem fácil e com inúmeros exemplos de casos clínicos reais, ela discute como a formação altamente tecnológica dos jovens médicos esta ignorando a importância da história clínica e do exame físico na determinação de um diagnóstico seguro.

Dica de livro: O Físico (a epopéia de um médico medieval)

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No último post da série sobre os maiores médicos da história há uma citação a Avicena, que é o nome latinizado de Ibn Sïnã. Aproveito o gancho e recomendo a leitura deste prazeroso livro. É uma ficção maravilhosamente escrita, ambientada na época deste extraordinário personagem histórico.

Dica de leitura:”O Século dos Cirurgiões”

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Livro antigo, que eu li na minha residência. Conta de uma forma envolvente a história de como a cirurgia enfrentou seus dois maiores inimigos, a dor e a infecção, e de como a descoberta da anestesia e da anti-sepsia abriu as portas da medicina moderna. Leitura fácil. Disponível em alguns sites de livrarias.