Incidência de DSTs é até 13 vezes maior entre usuários de crack | GGN

Jornal GGN – De acordo com o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas, a incidência de sífilis entre viciados em crack é dez vezes superior à média da população da América Latina. A inc

Fonte: Incidência de DSTs é até 13 vezes maior entre usuários de crack | GGN

Secretaria de SP indica uso de remédio sem eficácia comprovada para sífilis – Notícias – Saúde

Fonte: Secretaria de SP indica uso de remédio sem eficácia comprovada para sífilis – Notícias – Saúde

De gambiarra em gambiarra caminha nossas políticas de saúde pública. Triste…

Reportagem: Sífilis aumenta 70% em gestantes

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Acesse a reportagem aqui.

Embora a reportagem seja sobre o Estado do Espírito Santo, a realidade se aplica à todo o País.

Guia de bolso para o manejo da sífilis em gestante e sífilis congênita

ministerio da saude

Guia de bolso para o manejo da sífilis em gestante e sífilis congênita

Ótimo! Agora só falta normalizar o abastecimento da penicilina cristalina e da penicilina benzatina…

Jornal Nacional (via PromedMail) – Sífilis na gestação sobe de quase 8 mil para mais de 28 mil casos

No Brasil, já são mais de 900 mil casos por ano. Neurologista diz que doença na gestação pode provocar microcefalia.

Fonte: Jornal Nacional – Sífilis na gestação sobe de quase 8 mil para mais de 28 mil casos

Já postamos neste blog algumas vezes sobre esse assunto. Aproveito para compartilhar o comentário do editor do PromedMail, Dr. Rodrigo Bauru Angerami:

Preocupante, sim. Embora nada de novo…

Possivelmente uma associação de diversos fatores, dentre os quais se
incluiriam a falta de políticas/ações de prevenção mais efetivas,
falhas na detecção e/ou tratamento precoces do binômio
caso/parceiro(a), falha no diagnóstico e/ou tratamento de gestantes
durante o pré-natal e, não se pode descartar, a indisponibilidade,
por um longo período, da penicilina nas apresentações benzatina e
cristalina.

Enquanto poder público e mídia, diariamente, atualizam os números
(muito dos quais, possivelmente superestimados) de microcefalia ainda
não confirmados como associados ao vírus Zika, nos últimos anos
(ver abaixo) o número de casos confirmados (e certamente subestimado)
de sífilis congênita não parecem causar (em grau minimamente
comparável ao que se observa em relação ao Zika) preocupação à
população, incômodo profissionais de saúde e vergonha às três
esferas do poder público.

Milhões vêm sendo empregados para o desenvolvimento/aquisição de
testes moleculares para detecção do Zika. Centenas de reais vêm
sendo cobrados em laboratórios privados para o diagnóstico da
infecção pelo vírus “debutante”. Enquanto isso, os bons, antigos,
baratos e acessíveis testes para diagnóstico da “anciã” sífilis
estão amplamente distribuídos mas parecem não estar sendo
utilizados como deveriam: para a triagem ampliada, diagnóstico ágil
e acessível de casos suspeitos, investigação de parceiros.

Pior. Outros muitos mais milhões de reais vêm sendo anunciados para
o desenvolvimento de vacinas candidatas e soro anti-Zika (!) para
tratamento de gestantes (!). Enquanto isso, além da falta de
abastecimento de uma lista composta por vários imunobiológicos
(incluindo-se vacinas contra hepatite B para recém-nascidos e soro
anti contra o letal vírus rábico), há uma escassez da quase
“octogenária” (e extremamente barata!) penicilina.

O controle e eliminação de doenças negligenciadas (dentre as quais
a sífilis congênita) que já se mostravam objetivos pouco tangíveis
frente aos problemas, desigualdades e paradoxos já existentes (e bem
conhecidos), agora, ficam ainda menos exequíveis (e mais
negligenciados) com a emergência do Zika e companhia, que além de
receberem quase todas as atenções e causarem (o previsível) temor
frente ao desconhecido, canalizam enormes esforços e vultosos
investimentos, muitos dos quais motivados por interesses diversos
(científicos, econômicos e ,por que não, políticos)…

Sobre os números: muito preocupantes, mas, antes de tudo,
vergonhosos.

Sífilis: Doença em bebês e grávidas avança longe dos holofotes

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Reportagem da folha aqui

Não vamos nos esquecer que o Brasil atravessa uma grave crise de desabastecimento de penicilina benzatina e cristalina, respectivamente os tratamentos de 1ª escolha para a sífilis na gestação e congênita. Lembrar também que as alternativas terapêuticas tem resultado inferior ou ignorado.