Febre amarela – Brasil (MG), surto, análise/avaliação e resumo enviado por membros do EpiCore (via promedmail)

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No período de 4 a 15 de dezembro de 2017 foi realizada a Avaliação
da Epidemia de Febre Amarela Silvestre no Vale do Mucuri e da
vigilância epidemiológica, ambiental e do programa de imunização.

Conclusões:
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Listamos alguns fatores que contribuíram para a ocorrência da
epidemia da Febre Amarela no Vale do Mucuri:
– A notificação não oportuna das epizootias;
– Integração insuficiente entre as Instituições responsável pelo
Meio Ambiente e o setor saúde;
– Falta de experiência da equipe da Regional em lidar com
emergências epidemiológicas, em especial com as arboviroses;
– Coberturas Vacinais insuficientes para controle de FA [febre
amarela];
– A equipe de Atenção à Saúde (UBS/Hospitais/Laboratórios) sem
conhecimento específico para suspeita diagnóstica precoce e
intervenção terapêutica imediata;
– Instituições Hospitalares sem estrutura física e tecnológica
para atendimento aos pacientes;
– Atraso na tomada de decisão para vacinação em massa da
população;
– Orientações técnicas conflitantes entre os gestores nos diversos
níveis;
– Interrupção da distribuição da vacina em vários momentos;
– Insuficiência de recursos humanos, materiais e veículos para
cumprimento da programação de vacinação;
– Dificuldades no acesso da população a vacina.

Lições aprendidas:
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– A percepção da importância do desencadeamento precoce das ações
de vigilância epidemiológica ambiental para controle da doença;
– Importância da integração e cooperação entre as diversas
instituições e atores envolvidos no processo de trabalho;
– A necessidade de planejamento para capacitações técnicas
contínuas, incluindo o manejo clínico, entre os diversos atores;
– Necessidade de tornar permanente a estratégia de imunizações
capazes de alcançar altas coberturas vacinais;
– Importância de manter um plano de monitoramento e avaliação
permanente das ações das vigilâncias e imunizações.

Se quisermos entender como chegamos na situação do Post anterior, basta ler este Post!

The 10 Biggest Infectious Disease Outbreaks of 2017

We’ve rounded up the 10 biggest infectious disease outbreaks of 2017.

Fonte: The 10 Biggest Infectious Disease Outbreaks of 2017

Não poderia faltar o indefectível balanço de fim de ano…

Mais dois macacos têm teste positivo para febre amarela na capital paulista – Notícias – Saúde

Fonte: Mais dois macacos têm teste positivo para febre amarela na capital paulista – Notícias – Saúde

Insisto na minha opinião:  a chegada da febre amarela nestes grandes centros urbanos ( Jundiaí, Campinas e agora São Paulo), assim como anteriormente no Estado do Rio de Janeiro, marca definitivamente uma mudança do cenário epidemiológico, com consequências irreversíveis para a política de vacinação que vai ter que ser revista, à luz da disponibilidade de doses no sistema público.

São Paulo vive surto de hepatite A; duas mortes são confirmadas

Cidade registrou 517 casos da doença até outubro, contra 64 em todo 2016

Fonte: São Paulo vive surto de hepatite A; duas mortes são confirmadas

Este surto vem se arrastando há meses, e inclusive já mereceu um post anterior. Exemplo típico de mudança de paradigma em medicina, com uma doença classicamente da infância migrando para a população de adultos jovens.

UOL: Vírus primos da dengue podem estar na ativa

http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/09/1919223-virus-primos-da-dengue-podem-estar-na-ativa.shtml

Os recentes surtos de dengue, zika e febre amarela podem mascarar o surgimento de outras arboviroses (transmitidas por artrópodes, como mosquitos e outros insetos). A emergência dos vírus de Saint Louis e do rocio no Brasil, causadores de encefalite e meningoencefalite (infeção no cérebro e nas meninges), estão na mira dos pesquisadores. Ambos são flavivírus, como o vírus da dengue.

Ministério da Saúde anuncia fim do surto de febre amarela

Brasil não registra novos casos desde junho, mas ainda há ‘grande preocupação’ com novos surtos por baixa cobertura vacinal, informa a pasta.

Fonte: Ministério da Saúde anuncia fim do surto de febre amarela

Global outbreak of severe Mycobacterium chimaera disease after cardiac surgery: a molecular epidemiological study – The Lancet Infectious Diseases

HCU contamination with M chimaera at the LivaNova factory seems a likely source forcardiothoracic surgery-related severe M chimaera infections diagnosed in Switzerland,Germany, the Netherlands, the UK, the USA, and Australia. Protective measures andheightened clinician awareness are essential to guarantee patient safety.

Fonte: Global outbreak of severe Mycobacterium chimaera disease after cardiac surgery: a molecular epidemiological study – The Lancet Infectious Diseases

Anos atrás ocorreu no Brasil um surto de Mycobacterium abscessus relacionado à procedimentos estéticos e cirúrgicos. Sempre lembrando que essas espécies são muito difíceis de tratar.

USP alerta para circulação de vírus que causa sintomas parecidos com os de dengue e zika

Febre oropouche é transmitida por mosquito conhecido como maruim ou pólvora, de dois milímetros. Doença pode evoluir para meningite, mas não há registros de morte, diz virologista.

Fonte: USP alerta para circulação de vírus que causa sintomas parecidos com os de dengue e zika

Febre do Nilo no Piauí: 285 casos investigados desde 2013

O estado implantou um sistema de vigilância sentinela de encefalites e outras síndromes neurológicas pioneiro no País, motivo pelo qual detecta os casos

Fonte: Febre do Nilo no Piauí: 285 casos investigados desde 2013

Potential risk of re-emergence of urban transmission of Yellow Fever v

Yellow fever virus (YFV) causing a deadly viral disease is transmitted by the bite of infected mosquitoes. In Brazil, YFV is restricted to a forest cycle maintained between non-human primates and fore

Fonte: Potential risk of re-emergence of urban transmission of Yellow Fever v