Apoio dos EUA e ‘cobaias humanas’: as lições e polêmicas do combate à febre amarela no século 20

Fonte: Apoio dos EUA e ‘cobaias humanas’: as lições e polêmicas do combate à febre amarela no século 20 – Notícias – Saúde

Belíssima reportagem do UOL, com o histórico do combate à epidemia de Febre Amarela em terras tupiniquins no início do século XX.

Vacina contra a febre amarela é indicada a pacientes soropositivos com CD4 maior do que 350, garantem médicos do CRT

Reportagem da agênciaaids. Clique na foto para ativar o link.

G1 – Governo do RJ confirma primeira morte por febre amarela no estado – notícias em Região dos Lagos

Paciente de 38 anos morreu em Casimiro de Abreu. Outro homem diagnosticado com a doença segue internado no município.

Fonte: G1 – Governo do RJ confirma primeira morte por febre amarela no estado – notícias em Região dos Lagos

Depois do Espirito Santo, agora é a vez do Rio de Janeiro. Estados considerados indenes que passam a ter casos e ter de vacinar seus residentes. Definitivamente a Febre Amarela está fazendo seu caminho de volta para o litoral, por onde ela começou sua história no Brasil há mais de um século atrás.

RJ vai vacinar a população em todo o estado contra a febre amarela

Apesar de não ter caso registrado, o Rio de Janeiro está cercado por três estados com casos confirmados ou suspeitos da doença. Vacinação está prevista para começar na última semana do mês.

Fonte: RJ vai vacinar a população em todo o estado contra a febre amarela

Aproveito o post para compartilhar a moderação do Dr. Rodrigo Angerami, no ProMedMail:

No cenário epidemiológico atual correta, acertada e justificada a
decisão de ampliar a recomendação da vacinação para todo estado.
No entanto, considerando-se o número de pessoas que serão vacinadas
nos próximos meses, deve haver atenção para algumas questões
acerca de ser oportuna, ou não, a decisão de se inciar a vacinação
de rotina, de imediato.

Primeiro, a possível (talvez, provável) ocorrência de um número
significativo de eventos adversos pós-vacinais (incluindo-se graves,
como doença viscerotrópica e síndrome neurológica) entre os
milhões a serem vacinados no estado, vários dos quais, se
considerado o cenário atual, talvez nem potencialmente expostos no
momento.

Segundo, com o grande aporte de vacinas que ocorrerá para o Rio de
Janeiro, deve-se ter a cautela para que não ocorra escassez de
vacinas nas áreas onde sabidamente o vírus está circulando. Por
exemplo, não se pode deixar de mencionar que no estado de São Paulo,
onde o vírus vem circulando em grande extensão do estado, existem
cerca de 30.000.000 de pessoas que residem em áreas onde a
vacinação ainda não vem sendo recomendada; ou seja, haveria doses
suficientes também para uma eventual necessidade de ampliação da
vacinação de bloqueio em uma população como a paulista? E se
outros estados também populosos nos quais a vacinação não vem
sendo recomendada por não haver evidências da circulação do
vírus, mas que pelo fato de também serem vizinhos a áreas onde a
circulação do vírus vem ocorrendo – como exemplo, a Bahia –
passarem a considerar a adoção da recomendação da vacina às suas
respectivas populações: haverá doses suficientes para atender a
todas as demandas?

Mapa da atual epizotía de Febre Amerela no Brasil

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O programa de vigilância de epizotia de de febre amarela em primatas não humanos (macacos, bugios, micos e outras espécies) centrado na comunicação de encontro de carcaças destes animais em áreas de mata e consequente pesquisa da febre amarela como a causa de suas mortes é uma das principais ferramentas de alerta antecipado da transmissão da doença para humanos e um dos principais pilares do programa de controle de febre amarela do Ministério da Saúde.

Surto de febre amarela há 121 anos em SP levou sanitarista ao Aedes aegypti

Fonte: Surto de febre amarela há 121 anos em SP levou sanitarista ao Aedes aegypti

Um pouco de história. Na foto, Emilio Ribas, o sanitarista em questão e o hotel em São Simão aonde ficou hospedado durante sua passagem pela cidade.

Folha de São Paulo: Infectologistas alertam para vacinação desnecessária contra febre amarela

Clique na foto para acessar a reportagem.

Esses massacres midiáticos costumam levar a população ao pânico. Em outras oportunidades a vacinação desnecessária e mesmo em situações de contra-indicação causou mais problemas do que a própria doença. Vale o alerta!!

SP apura 4 mortes por febre amarela – Saúde – Estadão

Todas as vítimas haviam viajado para Minas, onde há um surto da doença, mas em um dos casos não está descartada transmissão local

Fonte: SP apura 4 mortes por febre amarela – Saúde – Estadão

Reitero o que já falei aqui há alguns meses: as epizotias de febre amarela ocorrem de tempos em tempos, geralmente a cada década, e vão continuar ocorrendo. Neste período o risco de transmissão silvestre da doença para humanos aumenta muito. Por isso que a vigilância ativa de epizotias é uma ferramenta fundamental no controle da febre amarela. Com esse súbito aumento de casos humanos aumenta proporcionalmente o risco de introdução do ciclo urbano da doença, tal como ocorreu na Africa em 2016.