Vacinação contra febre amarela começa a ser aplicada em todo o estado de SP a partir de fevereiro

D-E-M-O-R-O-U!!

Vacinação irá começar nos lugares onde o vírus está circulando e, posteriormente, será realizada onde o vírus deve chegar, como no litoral de São Paulo. Imunização será feita em etapas e deve atingir todo o estado em um ano.

Fonte: Vacinação contra febre amarela começa a ser aplicada em todo o estado de SP a partir de fevereiro

 

Febre amarela volta ao Estado do Rio, e vacinação é intensificada

Foco será em Nova Iguaçu, Tanguá e Miguel Pereira

Fonte: Febre amarela volta ao Estado do Rio, e vacinação é intensificada

Secretaria confirma 2 mortes por febre amarela na Grande SP; 3 casos registrados – Notícias – Saúde

Fonte: Secretaria confirma 2 mortes por febre amarela na Grande SP; 3 casos registrados – Notícias – Saúde

O período de verão ainda vai trazer muitas mais notícias sobre a Febre Amarela. Vamos acompanhado …

Febre amarela – Brasil (MG), surto, análise/avaliação e resumo enviado por membros do EpiCore (via promedmail)

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No período de 4 a 15 de dezembro de 2017 foi realizada a Avaliação
da Epidemia de Febre Amarela Silvestre no Vale do Mucuri e da
vigilância epidemiológica, ambiental e do programa de imunização.

Conclusões:
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Listamos alguns fatores que contribuíram para a ocorrência da
epidemia da Febre Amarela no Vale do Mucuri:
– A notificação não oportuna das epizootias;
– Integração insuficiente entre as Instituições responsável pelo
Meio Ambiente e o setor saúde;
– Falta de experiência da equipe da Regional em lidar com
emergências epidemiológicas, em especial com as arboviroses;
– Coberturas Vacinais insuficientes para controle de FA [febre
amarela];
– A equipe de Atenção à Saúde (UBS/Hospitais/Laboratórios) sem
conhecimento específico para suspeita diagnóstica precoce e
intervenção terapêutica imediata;
– Instituições Hospitalares sem estrutura física e tecnológica
para atendimento aos pacientes;
– Atraso na tomada de decisão para vacinação em massa da
população;
– Orientações técnicas conflitantes entre os gestores nos diversos
níveis;
– Interrupção da distribuição da vacina em vários momentos;
– Insuficiência de recursos humanos, materiais e veículos para
cumprimento da programação de vacinação;
– Dificuldades no acesso da população a vacina.

Lições aprendidas:
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– A percepção da importância do desencadeamento precoce das ações
de vigilância epidemiológica ambiental para controle da doença;
– Importância da integração e cooperação entre as diversas
instituições e atores envolvidos no processo de trabalho;
– A necessidade de planejamento para capacitações técnicas
contínuas, incluindo o manejo clínico, entre os diversos atores;
– Necessidade de tornar permanente a estratégia de imunizações
capazes de alcançar altas coberturas vacinais;
– Importância de manter um plano de monitoramento e avaliação
permanente das ações das vigilâncias e imunizações.

Se quisermos entender como chegamos na situação do Post anterior, basta ler este Post!

SP vai aplicar dose fracionada de vacina contra febre amarela

Fonte: SP vai aplicar dose fracionada de vacina contra febre amarela – Notícias – Saúde

Muito provavelmente a recomendação deve ter partido da OMS, repetindo a estratégia usada ano retrasado para conter a epidemia de Febre Amarela em varias cidades africanas. O fracionamento da dose em cinco é medida extrema, que só se justifica pela falta de insumos na quantidade necessária para fazer frente à crise atual.

Prefeitura de SP inicia vacinação contra febre amarela na zona sul – Notícias – Saúde

Fonte: Prefeitura de SP inicia vacinação contra febre amarela na zona sul – Notícias – Saúde

Pois é! Enquanto todos se perguntavam se a temporada ia ser de dengue, zika  ou chikungunya…

Febre amarela: Jundiaí confirma primeiro caso da doença em morador

De acordo com a prefeitura, homem, de 55 anos, mora no bairro Ivoturucaia e foi o único da família a não se vacinar contra a doença. Paciente está internado em hospital particular na cidade.

Fonte: Febre amarela: Jundiaí confirma primeiro caso da doença em morador

Febre amarela já matou 501 macacos em 16 meses em São Paulo

Fonte: Folha de S.Paulo

Aproveito para postar a nota do Dr. Rodrigo Angerami, editor da versão em português do PromedMail, a cerca desta notícia:

A vigilância de epizootias no estado de São Paulo, se por um lado
mostra a tragédia que assola a população de primatas não-humanos
no estado, por outro vem permitindo a predição da expansão da
circulação do vírus da febre amarela e a adoção de medidas de
prevenção (notadamente vacinação) em novas áreas.

No entanto, além do significativo número de primatas confirmados e
dos casos humanos, algumas outras questões merecem atenção em
relação à situação epidemiológica febre amarela no estado de
São Paulo: uma nítida expansão das áreas de transmissão; a
ocorrência de epizootias (ainda que silvestres/periurbanas) em
regiões metropolitanas densamente povoadas; a intensidade da
circulação/transmissão do vírus mesmo durante o período (em tese)
inter-epidêmico; e a significativa proporção de pessoas (milhões)
ainda não vacinadas…

– Mod. RNA